sábado, 1 de outubro de 2011

Luz, Câmera e Ação!


Chega a ser surreal, você desequilibra minha paz com suas idéias loucas. Tenho saudade do tempo que tínhamos um papo normal, de pessoas ditas comuns. Os diálogos de hoje chegam a ser superficiais, ensaiamos escritas, ensaiamos falas, ensaiamos viver.
As nossas ideais são o que nos alimentam. A vida lá fora já não é mais a mesma, mas ainda temos tempo. Vejo tudo de outra forma, vejo tudo de outro jeito, nada é verdadeiro, tudo é surreal, um verdadeiro faz de conta onde as pessoas brincam de viver, ensaiam suas cenas e colocam em prática aquilo que querem que aconteça de forma errônea, pois o verdadeiro roteiro ficou esquecido, dentro daquele velho baú, jogado no sótão, onde nem os ratos visitam mais, pois já não há o que explorar. Coberto de pó e teias de aranhas o vazio toma conta daquilo que deveria ser a verdadeira história, que esquecida é mais uma vida jogada ao vento, silenciada e mórbida, sem utilidade alguma. Poderíamos resgatar o que de bom ainda resta, mas isso já não seria o que de fato mudaria o sentido de tudo que aconteceste até agora, pois um filme baseado em fatos reais exige muito mais do que isso, exige que sejamos os mais verdadeiros possíveis e que as energias sejam responsáveis por uma onda de certezas que fazem o diferencial quando tudo parece estar perdido.
Bons tempos quando ainda tínhamos sentimento em tudo o que fazíamos, éramos amigos, éramos irmãos, uma união corrompida por nós mesmos, pela falta de comprometimento em nunca fazer algo que nos faça bem sem que isso interfira na liberdade do outro, o orgulho foi maior e o medo de viver uma vida surreal para sempre ainda existe e faz com que o eu ainda acredite naquilo que faz parte de mim, não como em um filme, não como em uma novela, mas como a vida que acontece agora e não exige ensaios, sem dever nada ao diretor, nem se preocupar com maquiagem, deixaremos o vento nos levar, pois onde estivermos será o nosso lugar, tudo como deve ser.
A vida da gente vai sendo feita pela gente. Aprendemos a brincar com o vento que nossos cabelos embaraçam.  A chuva que chega como um alento à alma em demasiado cansada. A gente, simplesmente gente, somos tão surreais que até as formigas nos observam: os gigantes que correm, gritam, vibram, choram, pulam, pensam e amam, amam esse espetáculo surreal de viver e deixar as marcas dos seu pés onde estes pisaram.

2 comentários:

  1. Primeiro post do blog em parceria com meus amigos Marcelo e Andiara, sem dúvidas o primeiro de muitos, que sem perder a essência, vai nos guiando ao caminho das letras, do pensar e do colocar em prático todas as nossas idéias, rabiscadas em um papel...Somos aprendizes de escritor, a Sociedade dos Poetas Vivos para continuar a saga deixada por aqueles que mesmo mortos fazem a vida ter um sentido único e sincero.

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  2. A vida da gente sendo escrita e descrita pela gente...gravada no papel com o lápis grafite...a gente das vidas, a vida das gentes, a vida da gente igual ao mais alucinante dos brinquedos de um parque de diversões, e digo que vale a pena viver essa vida de tantas gentes, ser gente de tantas vidas!

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